Powered By Blogger

domingo, 11 de maio de 2014

Tenha coragem. Não tenha esperança!


A necessidade de acreditarmos que somos eternos e imortais destrói a nossa vida, nosso presente e o que poderíamos fazer para sermos felizes agora.

Quanta gente age como se sempre fosse ter tempo de fazer o que realmente precisa ser feito, para jogar a hipocrisia de lado e viver com mais sinceridade o que tem vontade?

Quanta gente espera a hora certa, como se houvesse sempre uma segunda chance, uma outra possibilidade de reproduzir aquilo que sonhava?

É muito triste saber que dentro da gente existe sempre essa esperança, que chega a ser quase uma certeza, de que as decisões tem hora certa para acontecer, que haverá uma compensação pela espera, que há uma justiça para aqueles que sentam no berço esplêndido da vontade alheia.

Vejo por aí tanta gente sentada nessa certeza, sem ousar duvidar que o tempo se esgota e que há um ponto final, que às vezes a vida é esse presente mesmo e não haverá um futuro melhor, pois no futuro a pessoa estará sempre pensando no futuro de depois no céu e depois na vida eterna.

Esperando que um dia haja a “hora certa” para viver, sem as mentiras e babaquices das convenções sociais, morais, que nos limitam, que nos fazem acreditar em uma eternidade que, nós, podendo ter o benefício da dúvida, acreditamos que exista, só para aliviar o vazio dessa existência burra e acomodada no sem-sentido das coisas.

Concluo: ter esperança, além de ser paralisante, é uma merda!

sábado, 3 de maio de 2014

A minha magem e semelhança


O que vemos quando nos olhamos no espelho? Geralmente aquele estranho refletido é uma soma de todas as coisas que tentamos fazer para agradar alguém, quase nunca é o que fazemos para agradar a nós mesmos, enquanto o estranho fica ali, ficamos do outro lado, repetindo velhas frases, andando em estradas que já sabemos o caminho.

Nem sempre percebemos à tempo, antes de sofrer, que a vida que temos não é a nossa e sim um presente que precisamos dar a alguém, para receber um reconhecimento em troca.

Vivemos nesse negócio eterno de fazer algo para receber em troca e o tempo passageiro não perdoa nossas escolhas para agradar, resultando em uma vida irreal, que atende os anseios da sociedade, da família, mas não atende as frustrações que um dia aparecem.

O piloto automático justifica a nossa conduta, pois é porque tem que ser a assim... até que um dia o outro, esse material tão frágil e forte ao mesmo tempo se parte, milhares de estilhaços para todos os lados, somos obrigados a juntar tudo e colar, quando então a imagem toda embaralhada e imperfeita, mostra aquilo que seremos.

Isso leva tempo: quebrar, juntar, colar e se olhar novamente, quanto mais tempo o espelho permanecer intacto, menos sobra para que ele seja colado e possa refletir uma imagem real de quem somos, tem gente que vive sempre com a eterna imagem do mesmo espelho que serve a maioria, a esses a velhice reserva a pergunta: “então, isso era tudo?”