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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Somos os dois lados da mesma moeda

Não adianta! Não compro mais os dramas da vida moderna, não aceito mais esse sofrimento banal do fim de romances por pessoas que idolatram umas as outras e depositam num único ser toda a responsabilidade de felicidade e amor eterno.

As pessoas mudam. Ponto final. Conseguimos compreender perfeitamente isso, aliás, quando nós é que decidimos mudar, mas quando alguém quer seguir por outro caminho, pronto! Começa o amor pelo avesso, as interrogações: onde foi que eu errei? O que poderia ter feito? O que ele quer que eu não tenho?

Aquele que muda, o corajoso, segue o seu caminho... já o rancoroso, aquele que acha que "perdeu" uma disputa: esperneia, se deprecia e quer contar a história triste para que todos tenham pena, o rancoroso é sempre uma vítima.

São as vítimas sentimentais, que levadas por puro egoísmo não distinguem pessoas de objetos: "-São meus: meus planos, meu futuro, meu, meu, meu....- " O pior é que viver assim é muito mais difícil, imaginar que podemos controlar é uma ilusão dolorosa que acaba.

Existem várias formas de se contar uma história, mas é só notar: a vítima sentimental vai encontrar um jeitinho de lembrar da sua através de relações que não deram certo, e sofre lembrando, e sofre esperando, vazia.

E não se contentam em ser assim sozinhas: vítimas solitárias, querem que todos a sua volta sofram também, e não pense que você ficará imune, pois entender o sofrimento é uma forma de sofrer também.

Também há muitas maneiras de ver a vida, a da vítima sentimental é aquela  facilmente reconhecível: ou está lamentando a perda de um amor do passado ou imaginando uma relação ideal no futuro.

É o passageiro da lembrança e da esperança, que enquanto se preocupa tanto com suas distrações mesquinhas se perde no relógio implacável... inclusive reclamar sobre o tempo é uma das grandes distrações da vítima sentimental.

Não caia nesse jogo! Viver não consiste em perdas e ganhos... deixa que vá... e não pense que a vítima sentimental sabe alguma coisa porque alega que se entregou, esse tipo de entrega é desnecessária. 

Vamos manter nossas almas além das chegadas e partidas! Quantas vezes não fomos nós mesmos que decidimos ir embora? E quando não, quantas vezes só nos faltou a tal coragem? 

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