"(...) No Tratado da correção do intelecto, Espinosa parte da experiência individual e intersubjetiva como experiência trágica: o sentimento de perder um bem desejado cada vez que se imagina tê-lo alcançado. Essa fuga interminável de bens que se consomem e nos consomem, divide os homens e os aliena porque imaginam a felicidade depositada em coisas que precisam ser possuídas com exclusividade. Essa perda incessante torna impossível não só a realização do desejo da felicidade, mas também a liberdade, lançando homens numa guerra sem freios pela posse dos objetos nos quais investiram sua esperança.(...)" in Espinosa: uma filosofia da liberdade, Marilena Chauí, p.38.

Nenhum comentário:
Postar um comentário