Muito se discute sobre as qualidades
de uma pessoa e como aquela deverá ser melhor do esta, por certos parâmetros
subjetivos, como se fosse possível
prever o comportamento humano, esta atitude é típica da maioria dos homens e soa
como um paliativo para as suas aflições:
acreditarem que têm o controle de algo.
Não sei se é triste, ou se apenas
é, mas há uma doentia necessidade de prever o propósito do outro, bem como, o
próprio futuro e ações, como se estivesse absolutamente em suas mãos o que
acontece daqui até o próximo passo.
Essa necessidade é que permite os
grandes debates, julgamentos, preconceitos e a doce ilusão da premonição e da
magia que é: saber algo que ninguém sabe, antes de todos, fico pensando... como saber que alguém é louco
ou santo? Como saber se algo é justo ou injusto? E quem inventou os parâmetros?
Como julgar o que os outros
pensam se mal nos conhecemos e muitas vezes agimos totalmente contrários ao
nosso próprio discurso?
O fato é que a vida escapa das
nossas mãos e pretendemos em vão segurá-la com a falsa percepção de que temos, assim
como com as máquinas, um controle remoto, pronto para ser acionado a cada dissabor,
assim seguimos nos enganando e sofrendo pelo que poderia ter sido e não foi e
pelo medo do que não queremos que seja.
Aí residem todas as conjecturas e especulações... um homem "mal encarado" vem nessa direção... será que é ladrão? Bandido? Drogado? Vai me assaltar? Machucar? Deve ser uma malandro! Vagabundo! Ele passa e nem olha e segue para sua casa, depois de passar o dia construindo a casa de alguém que visitaremos algum dia.
Ele chega em casa troca de roupa e sai com sua família, vem alguém mal vestido em sua direção e ele pensa: será que é ladrão, drogado, bandido? Deve ser malando ou vagabundo! Sem se dar conta que uma hora é julgado e na hora seguinte se torna o próprio julgador.

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