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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O perfume do amor nunca muda...


Ficamos os dois frente a frente, e hoje, especialmente,  nos abraçamos como velhos conhecidos, ambos temos boas máscaras que nos protegem e cimentam o amor lá embaixo, na calçada, sob os pés, ele já tentou romper o asfalto diversas vezes, mas cada vez que isso acontece, aparece uma rachadura, que começa a estremecer as estruturas, logo vem alguém,  passa massa e remenda, pronto! Parece novamente que não houve nada ali, sempre fica a gentileza plana e consertada.
Aquele perfume ficou, testemunha de tantas idealizações, que agora na lembrança, parecem vivas, ainda o vejo como o menino sem grana e idealista que encontrei na padaria há dez anos atrás, falando de música e filosofia e ele ainda me vê como a menina que tentava disfarçar a ingenuidade e insegurança com um discurso moderninho, com medo de falar alguma besteira imperdoável.
Nós sempre sacamos nossas fraquezas, mas como natural do amor, fazíamos de conta que era só uma novela. Como natural dos nossos postos sérios de agora, cada um seguiu para sua casa, para pensar em como teria sido.

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