Adultos tão pequenos
Alguns nem tem dois anos
Mergulhados numa lama engomada
Que não solta
Não deixa voar
Quem não está lá, está cego
E eu aqui sou tão pequena
Tão frágil
E eles ainda sorriem
Mas ninguém os ensinou a sonhar
Assistimos perplexos
Ou mudamos de canal
Estamos cegos mesmo
Nem olhamos para o lado
Muito menos para uma realidade
Dentro de uma tela
E eles nem esperam
Porque quem espera tem esperança
E eles só tem pedras nas mãos!

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