Páginas em branco,
parque sem criança,
casa sem pintura
e eu passando com o tempo
Tu não me celebras nem em verso nem em prosa
E passa com o tempo
Tento não repetir as velhas receitas
De esperar, de consumir, de explodir
Tento não esperar
Mas vendo-te, tão sereno, tão forte
Luto em vão, no escuro e sem armas
Pelo que temo que pode ser
Noites perdidas de sono não me abalam tanto
Poderia estar cega agora
Mesmo assim veria teus olhos e teu sorriso
Claro, alheio, honesto, verdadeiro
Precisamos de você, eu e a solidão
Sempre e não só quando o silêncio nos comunica.

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